[Sorteio] 2 Anos de Watashiwalana

Oi, e ai, annyeong, como vai, tudo sussu?

No sábado (19) o Watashiwalana completou dois anos UHUUU

Como sou esquecida, só me lembrei porque entrei no twitter do blog (ainda não seguiu? Então siga lá pra ficar por dentro de todas as atualizações: @watashiwablog) e aí subiram aqueles balõezinhos – embora eu e a Usagi já tivéssemos conversado sobre isso há uns dias.

Fiquei me perguntando, portanto, o que faria pra comemorar. Pensei em fazer um post no sábado mesmo pra comemorar, mas eu simplesmente não sabia como. E, como eu decidi que não faria posts meia boca, preferi não postar até me sentir minimamente inspirada. Então, segue o post:

 

É muito louco como o tempo passa, né? Eu me lembro como se fosse ontem o dia em que eu criei o blog. Tinha acabado de começar a trabalhar em um escritório em Osasco, indicação da minha mãe. Acontece que nesse escritório havia pouco ou quase nada de coisas pra fazer. Me lembro que era uma época chuvosa (mas não tão fria como está sendo esses últimos dias) e eu estava lendo Lolita, do Vladimir Nabokov (poderia fazer resenha deste livro, inclusive). Sabe quando uma época da sua vida é marcada por uma sensação nem tão ruim, mas definitivamente nada boa? Quando me lembro da época em que criei o blog – que, aliás, não parece que foi há dois anos – sinto como se houvesse uma nuvem cinzenta sobre todas as memórias.

Eu não gostava de trabalhar naquele escritório, esta é a verdade. Não gostava do meu chefe, que era folgado e desonesto, não gostava de trabalhar em Osasco e o livro que eu estava lendo me dava uma sensação terrível – é impossível ler Lolita e não se sentir mal, a não ser que você não seja lá muito crítico. Eu ouvia muito Die Antwoord nessa época, e até parei de ouvir um tempo depois por sentir toda aquela sensação esquisita quando escutava as mesmas músicas – até hoje elas me trazem à mente as cenas do livro, é muito louco como músicas me marcam (é assim com vocês também?). Tudo que me envolvia naqueles dias era meio negativo, e eu ansiava por pegar o trem e ir embora pra casa.

Assim como meu livro, que serviu como válvula de escape em uma época terrível – 2008 foi, literalmente, o pior ano da minha vida -, o blog serviu pro mesmo propósito. Disso não posso reclamar: trabalhar naquele escritório silencioso e sombrio por menos de um mês me deu a oportunidade de finalizar meu livro e criar meu blog. Confesso que não esperava que o blog fosse tomar tanto meu tempo como toma hoje, e também não esperava que tantos projetos correriam em torno dele. Mas, sendo honesta comigo mesma, eu sabia, bem lá no fundo, que isso era uma possibilidade muito provável. Afinal, não começo nada se não for pra ir até o fim.

E, assim, o blog permaneceu, embora várias coisas tenham mudado e ficado pra trás. Fui dispensada daquele escritório escuro, e chorei de raiva enquanto atravessava o corredor em reforma empoeirado. Cumprimentei o porteiro de voz impressionante pela última vez, pensando que pelo menos algumas experiências legais aquele lugar péssimo havia me proporcionado. No fim de semana seguinte tive um ótimo fim de semana, e depois disso um fim de ano quase tranquilo. A Confraternização Entre Sagas finalmente partiu – ou eu deixei que partisse -, depois de muita insistência da minha parte. Comecei a trabalhar na academia no começo do ano, mesmo que nunca tenha sido meu desejo. Ainda assim, como tudo na vida, este trabalho me trouxe bons momentos e boas experiências – e cobrou o preço, é claro. De um jeito ou de outro, portanto, a vida seguiu, e o blog/meu livro (um sendo complemento do outro, mesmo que indiretamente) seguiu comigo.

Escrever sempre foi e sempre será a melhor coisa pra mim. Criar, inventar, questionar, esses são (alguns d)os pilares da minha vida, e eu sentia que estava estacionando cada vez mais. Felizmente, outras mudanças vieram, e 2017 mostrou-se um ano de recomeços. E aqui estou, com diversos projetos sendo elaborados, muitas ideias e vontades de sobra. Espero poder continuar sempre assim, caminhando, mesmo que os caminhos sob meus pés ainda sejam incertos. O blog significa muito pra mim, mais do que deve parecer, e fico feliz de incorporá-lo à minha vida e à minha rotina, que hoje é tão diferente de quando o criei.

Agradeço, especialmente, primeiro ao Erick por estar sempre do meu lado, mesmo quando eu estava surtando. Agradeço também a minha mãe por ser a maior e melhor fã que eu poderia ter; e meu irmão, que do jeitinho dele tá sempre do meu lado pro que eu precisar. Isso parece um agradecimento de formatura, né? Hahaha Mas tudo bem, não me importo que pareça cafona, pois essa sou eu. Gostaria de agradecer, por fim, a todos que leem e acompanham o que eu escrevo por aqui, mesmo que seja só por obrigação por ser minha/meu amiga/o. Obrigada por esses dois anos, mesmo que às vezes eu ache que ninguém lê.

As palavras são vento, então que as minhas palavras sejam como brisa suave que vem pra acalmar corações infelizes.

 

Pra comemorar, farei um sorteio de dois livros meus. Postarei no facebook mais informações, portanto fiquem atentos. Fica também, de presente, a minha playlist favorita (sim, de k-pop) que criei só com as músicas mais tranquilas e acolhedoras – embora talvez um pouco tristes – que conheço. É perfeita pra dias chuvosos (como hoje) ou pra quando você só quiser sentir aquela badzinha de leve. Clique AQUI pra ouvi-la – e não se incomode com a bagunça, ainda estou terminando de organizá-la.

Espero que tenham gostado deste post e desses outros em dois anos também.

Até o próximo!

A.

 

2 Replies to “[Sorteio] 2 Anos de Watashiwalana”

  1. Mas já?
    Uau!
    Parabéns filhinha!
    Suas postagens são maravilhosas!

    1. Passou rápido, né? Obrigada, mamis!

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