ME ANIME: MONONOKE HIME!

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Watashi Wa Usagi!

Já faz um booooooom tempo desde de a minha ilustre presença no Me Anime, né? Eu poderia dar mil e uma desculpas, mas não acho que seja o certo, então me desculpem pela ausência! Estamos tentando melhorar, espero que entendam e mais uma vez que não desistam de nós~

Sem mais delongas e desculpas vamos pro post de hoje! Eu assisti esse filme no meio de setembro ou no começo? Não me lembro ao certo, só sei que sempre tive uma vontade enorme de maratonar os filmes do Studio Ghibli – continuo nessa saga, confesso que estacionei em Vidas Ao Vento, mas fé no Kai! -, o único que já havia assistido é o famoso A Viagem de Chihiro, o qual eu gosto bastante e sempre que bate aquela saudade corro pra assistir. Sempre fui entusiasta do Studio Ghibli, apesar de nunca ter assistido todas as obras, então decidi que ia começar essa maratona com nada mais e nada menos que: Mononoke Hime.

O lançamento oficial do filme foi no dia 12 de julho de 1997 distribuído pela Toho no Japão. Direção e roteiro por Hayao Miyazaki, produção por Toshio Suzuki, trilha sonora por Joe Hisaishi interpretada por Yoshizaku Mera (versão japonesa) e Sasha Lazard (versão inglesa), cinematografia por Atsushi Okui e edição por Takeshi Seyama.

O Orçamento de Mononoke Hime foi de US$ 23.5 milhões, sendo considerado como uma das animações mais caras da época (1997), mas em compensação foi um grande sucesso mundial pois arrecadou cerca de US$158 milhões – da vontade né? -, e também foi o filme com maior bilheteria no próprio Japão (até a estréia de Titanic), considerado o maior filme de animação da década de 90 junto com Neo Genesis Evangelion – que moral em Hayao Miyazaki?! O filme também arrecadou os prêmios de melhor filme no Mainichi Art Award e de melhor anime no Japanese Academy Awards Anime Grand Prix. O mais fantástico desse anime é que a maior parte foi desenhada a mão, utilizaram computação gráfica, mas foi em menor quantidade – quando eu imagino todas as cenas de ação sendo desenhadas a mão eu fico, wow, deve ter dado um trampo mesmo!

 

A história se passa no período de Muromachi, que durou de 1336 á 1575 e foi marcada pela unificação das duas cortes imperiais: a de Quioto e a de Yoshino – o mérito dessa reunificação vai para o shogun (general) Ashikaga Yoshimitsu porque até então a galera vivia em divergência, mas ele deu um jeitinho (mas beleza, não vamos entrar na história do Japão, senão vamos ficar aqui por um bom tempo). Aquele era um tempo de muitas mudanças, os seres humanos ainda não tinha f*dido tudo, então a galera convivia ainda com feras e deuses.

Certo dia o vilarejo de Emishi – os Emishi ou Ebisu realmente existiram, legal, né? Eram um grupo de tribais que viviam no nordeste da ilha Honshu e nas ilhas de Hokkaido, Curilas e Sacalina – é atacado por um deus-javali que estava possuído por um Tatari-Gami (ou seja, um espirito maligno). Ashitaka, que é o príncipe deste vilarejo, se vê na condição de defender seu povo e no meio do combate com o espirito maligno acaba sendo contaminado por uma espécie de maldição – se você tocar em um Tatari-Gami sendo um humano é amaldiçoado à morte -, e descobre também que o Javali havia sido baleado com um arma de fogo. Ao ser exilado do seu próprio vilarejo por conta da maldição, a Anciã diz que o único modo de tentar quebrá-la é indo atrás do dono da arma e tentar descobrir as respostas e propósito daquilo, então Ashitaka parte para o Oeste com o seu cervo vermelho, Yakuru.

 

Ashitaka é um príncipe nobre e não há duvidas nisso, provavelmente foi meu personagem preferido. Quando ele parte pro Oeste descobre mais coisas no meio do caminho sobre seu ferimento – que está localizado no braço. A marca piora com o tempo, dá ao seu braço uma força sobre humana e às vezes até perde o controle deste (além de dores também).  Ao chegar no Oeste, descobre um combate entre humanos e feras da floresta, assim salva um dos humanos caído no lago e é convidado a ficar na cidade. Lá ele descobre que a criação de armas de fogo tá sendo produzido ali. Veja, a tribo dos Emishi sempre foi ligada a natureza então Ashitaka se vê em um impasse, pois ele não acha certo que a floresta sofra danos, mas também se importa com o povo da cidade. “Não é possível que a floresta e a cidade coexistam?” diz em uma das suas falas – VONTADE DE ESGANAR COM RESPEITO, QUE ANJO, Ô MENINO LINDO!

Agora vamos falar sobre a personagem mais f*da do anime e não, não é a Mononoke! – mas nada contra a San, te amo fada! HAHAHAHA -, e sim a Lady Eboshi. Basicamente a mulher que comanda a cidade. Eboshi seria um simbolo do feminismo em pleno período feudal no Japão? Com certeza! Ela basicamente fez uma cidade em que as mulheres podem viver em paz, se tornando úteis e não apenas bonecas pro casamento. Inclusive, na cidade ambos trabalham: homens e mulheres (é real uma igualdade!). Eu, como mulher, confesso que dei uns berros, afinal quem não gostaria viver em uma cidade dessas? Tem falas das camponesas como “Aqui os homens não mexem com a gente!” “Gostamos de viver aqui!” e meu, f*da né? Lady Eboshi nitidamente confia mais nas mulheres no que os homens, mas também não tem aquela coisa odiosa de VAMOS FAZER TODOS OS HOMENS MORREREM! – poderia né? BRINCADEIRINHA LEITORES! Enfim, ela é uma mulher decidida e confiante, não há espaço para floresta e a cidade, em seu pensamento pra ela sobreviver ela precisa matar a deusa lobo Moro. Muitos podem pensar “Como a Eboshi é egoísta!”, mas eu acredito que ela queira defender seu povo e dar uma vida boa para eles. Ok, é sacanagem com a galera da floresta? Claro que é, não disse que não, mas temos que entender toda a situação do anime e que todo mundo ali – e no mundo real, né? – quer seu lugarzinho ao sol.

San, nossa princesa Mononoke – Mononoke não é um nome e sim uma palavra em japonês usada pra definir espíritos, monstros e criaturas -, criada com seus dois irmãos lobos pela deusa lobo Moro. Não se sabe bem como San foi encontrada por Moro, mas esta a criou como sua própria filha no meio da floresta entre outras feras e deuses. San, como todos os seres da floresta, odeia os humanos, que insistem em expandir e acabar com a natureza. Diferente dos outros filmes em que temos esse combate humanos x natureza, aqui a natureza não é fraca e eles reagem n’uma guerra de “igual pra igual”. O objetivo de San agora é matar Eboshi e impedir que ela tome posse da floresta – o que me deixou muito tensa, eu tava só o Ashitaka “Pô galera vamos todos viver em paz!”. A única reclamação que tenho pra fazer sobre esse filme é o romance – não tão inusitado – de Ashitaka e San.

Afinal, se a San odeia tanto os humanos o que a levaria a criar sentimentos por Ashitaka em menos de três dias? – tudo bem que né? Que homão da p*rra! Se fosse pela lógica, a garota nem falaria, mas como estamos num universo de fantasia isso acontece. Não que tenha sido ruim, mas foi rápido e um pouco mal desenvolvido. Não julgo na realidade porque se fossem entrar com detalhes no romance perderíamos cenas mais importantes no filme – eu penso que seria melhor sem o romance já que o próprio filme não é focado nisso, mas fazer o que né? HAHAHAHA

Talvez seja o filme mais sombrio que eu já assisti do Studio Ghibli e também é muito, MUITO, violento! As cenas de ação são os pontos altos, com direito a animais queimados voando, humanos sendo devorados e até cenas de partes do corpo decepadas. Não recomendo se você for sensível, apesar de ser um desenho, é meio pesado nesse sentido. Claro que não tira a qualidade da história na minha opinião, só aumenta, porque naquela época era realmente isso e você poder se transportar pra outra era com um filme é algo realmente muito louco.

Eu simplesmente amei Mononoke Hime, poderia falar mais mil e uma coisas, mas acho que ia acabar me perdendo. Ainda não assisti todas as obras do Studio Ghibli, mas tenho uma admiração enorme por Hayao Miyazaki, a cada filme dele eu me apaixono mais por todo esse universo fantástico que é o Ghibli – espero sentir a mesma coisa com os outros diretores do Studio, fé no Kai! Também espero que se apaixone pela obra e pelo Studio Ghibli assim como nós do Watashiwalana.

E aí gostou da resenha?! Você pode assistir Mononoke Hime AQUI!

 

Aqui foi a Usagi e corta!

 

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