Stranger Things 2

Olá garotadaaaaaaaa

Nem acredito que finalmente tô aqui fazendo post, e depois de séculos trago resenha de série, aêeee! Tô bem sumida do blog porque minha vida anda uma baguncinha, mas tá bom! Segue o baile.

Sexta-feira (27) a Netflix lançou a segunda temporada de Stranger Things e adivinhem quem maratonei? Não dá, a série é boa demais pra ficar esperando! Hahahah

Eu só vou colocar spoilers em um ponto específico do post e antes vou avisar, então se você ainda não assistiu tudo pode ler com tranquilidade – mas eu vou resumir a primeira temporada abaixo, então, se não assistiu nadinha, pode ler somente a minha resenha sobre a primeira temporada clicando AQUI (quem sabe não te desperte o interesse em assistir?).

Caso você viva em outro universo e nunca tenha ouvido falar dessa série, eu te explico. Ela se passa nos anos 80 e é sobre um grupo de amigos que lutam contra ameaças do Mundo Invertido (ou Upside Down). Na primeira temporada tínhamos o Demogorgon, um monstro que aterrorizou a pequena cidade (fictícia) de Hawkins, além do misterioso Laboratório Nacional de Hawkins, de onde todas as sinistralidades pareciam surgir.

É do laboratório que surge Jane / Onze (Millie Bobby Brown) – vou tomar uma licença poética de chama-la pelo nome em inglês (Eleven) porque tô acostumada assim hahahah – uma menina assustada e profundamente traumatizada (mas não menos corajosa) com poderes psíquicos. Logo ela conhece Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) que estavam em busca de seu amigo desaparecido Will (Noah Schnapp).

As ligações entre Eleven, o laboratório e o desaparecimento de Will vão entrando em jogo aos poucos e, com a ajuda do Xerife Hopper (David Harbour), Joyce – mãe de Will – (Winona Ryder), Nancy – irmã de Mike – (Natalia Dyer) e Jonathan – irmão de Will – (Charlie Heaton), as crianças conseguem destruir o Demogorgon e salvar Will, embora o fim para Eleven não tenha sido o melhor.

Um ano se passa desde que tudo isso aconteceu mas nada parece estar como era antes. Will passa a ter mais e mais visões do Mundo Invertido, e todos parecem ainda muito abalados por conta dos acontecimentos passados. Uma nova ameaça surge, maior e mais poderosa do que o Demogorgon, e a tensão entre o grupo é ainda maior, embora inicialmente tudo pareça estar muito bem, obrigado.

O primeiro ponto que gostaria de levantar aqui é o avanço que os personagens tiveram, tanto no sentido de atuação quanto de amadurecimento. Nesta temporada tivemos muito mais destaque em Will e eu fiquei impressionada com o talento desse menino. Ao contrário da primeira temporada, o foco não ficou em Mike e Eleven, embora, obviamente, eles ainda tenham seus lugarzinhos ao sol. Eleven está mais forte (não é spoiler que ela aparece, acho (espero) que isso tá bem claro pra todo mundo que acompanha a série) mas ainda tem dificuldades em se relacionar com outras pessoas, e Mike continua aquele menino gracinha da primeira temporada.

Gostei do amadurecimento de Nancy, que parece estar caminhando pra uma personagem ainda mais forte. Agora ela parece mais decidida, embora ainda tenha algumas dúvidas sobre o quer fazer. Seu relacionamento com Steve (Joe Keery) faz mais sentido nesta temporada e, por falar nele, aparece como um ser humano muito melhor do que anteriormente, enquanto Jonathan continua o mesmo garoto retraído e meio esquisito de sempre, embora agora tenha mais confiança do que antes.

Dustin e Lucas têm mais foco também, e pudemos acompanhar mais de perto sua vivência com as famílias que pouco apareceram na primeira temporada. Lucas tá bemmm melhor nessa temporada, e Dustin ainda é aquele bolinho de amor de sempre, que menino fofo aaaaaaa

Joyce – felizmente – não é mais a mãe histérica, mas não deixa de ser extremamente cuidadosa e fiel aos filhos. Faz de tudo por eles e demonstra sua força toda vez que estão em perigo – mas não acho que isso se aplique 100% ao Jonathan, o que é um pouco triste, né? Espero que explorem mais a relação dos dois nas próximas temporadas.

Por último, Hopper continua sendo um homão da p*rra, mas agora sinto que ele tá mais sensível e menos apegado ao seu passado e filha. Parece mais forte e, sobretudo, sóbrio. Assumiu bem o posto de líder – que, mesmo sendo xerife da cidade, não agia como tal.

Dono da série, PODE ENTRAR JIM HOPPER

AH P*TA QUE PARIU já tava me esquecendo do Bob (Sean Austin mEU ETERNO SAM GAMGEE TE AMO) aaaaaaaa melhor personagem, #TEAMBOB forever!

Agora, sobre o roteiro e tudo o mais, achei muito mais bem construído do que a primeira temporada, talvez por agora as coisas estarem mais claras e tudo o mais. Não tivemos cenas sem sentido ou dispensáveis, eu senti realmente que todos os momentos da série foram necessários pra construção do final – exceto um episódio específico, mas falarei sobre ele em breve. Gostei dos novos personagens, Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery) – embora esse Billy seja tão insuportável e nojento quanto é bonito (cega eu não sou, né, gente hahahahah).

[ZONA DE SPOILERS]

Bem, o que realmente me incomodou nesta temporada foi o surgimento da “irmã” de Eleven, Kali / Oito (Linnea Berthelsen), que até o momento não tínhamos noção que existia. Tudo bem, acho que é meio óbvio que existam outras pessoas com poderes psíquicos além de El, afinal, ela é o número onze no laboratório, então tem de haver dez pessoas antes dela – mas até o momento pensávamos que estavam todos mortos. Não gostei muito da coisa toda com a mãe de El e Kali, pois pareceu muito jogado no meio da história toda, e no final não teve grande importância no crescimento de Eleven, além de, talvez, torná-la um pouco mais forte e mais consciente de seus sentimentos por seus amigos de Hawkins.

E eu não gostei da morte do Bob 🙁 não por ele ter morrido, pois eu sentia que isso tinha que acontecer – ele morreu como herói! – mas sim por parecer forçada demais. Sei lá, aquele close no rosto dele enquanto era comido vivo, não me pareceu muito natural – ok, ok, ser comido vivo por demogorgons em si já não é natural, mas vocês me entenderam!

E também tem a parte em que a casa dos Byers é atacada por demogorgons, mas ai a Eleven chega, mata eles na maior tranquilidade e depois não aparece mais nenhum! Quer dizer, o monstro só sabe das coisas enquanto Will tá acordado, quando ele dorme o monstro esquece automaticamente a localização do pessoal? Esquisito isso aí, Netflix!

Fora isso, não consigo me lembrar de nada que tenha me incomodado muito. Eu simplesmente AMEI a cena do Steve conversando sobre garotas com Dustin. Eu ignorei o discurso meio babaca sobre garotas, afinal, é baseado numa visão bem machista e atrasada sobre mulheres e garotas, MAS, amei como Steve evoluiu. Mais tarde, a cena da Nancy com o Dustin foi só amores – no baile, que falarei já:

O final, ah, o final! Eu simplesmente amei a cena do baile de inverno, foi um final bastante doce pra temporada, embora tenham conseguido inverter tudo (literalmente) pra nos dar a ideia de que ainda não acabou (amém! Manda mais que tá pokoooo)

AH E TEM AQUELE LANCE que eu chorei largada, preciso dizer. Na primeira temporada tem a cena da filhinha do Hopper, e ela usa um lacinho azul no cabelo, e depois podemos ver o mesmo laço no pulso de Hopper durante a temporada. E no fim o laço tá onde??? Com a Eleven! AAAAA Paizão da p*orra!

via @finnfroghardofficial

[FIM DA ZONA DE SPOILERS]

Basicamente, o que eu posso dizer é: o hype continua real. A Netflix mandou muito bem nessa série e, mesmo não sendo a mais inovadora ou surpreendente (pois é bastante óbvia e clichê na maioria do tempo), funciona muito bem e é uma excelente série pra assistir no tempo livre. Eu assistiria tudo de novo várias vezes, e realmente penso em fazer isso em breve. Mal posso esperar pelas próximas temporadas!

É isso! Espero que tenham gostado desse post imenso HAHAHAHA Até o próximo!

 

Com carinho,

A.

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